23 de Julho de 2024

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geral Domingo, 27 de Junho de 2021, 10:16 - A | A

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SAÚDE

Calvície feminina: um problema que vai além da estética

Assessoria

Reprodução

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Vários problemas podem estar associados ao cabelo e ao couro cabeludo, como caspa, oleosidade e queda. A calvície é o nome técnico para estse último, quando ela acontece de forma acentuada. Os dados mais recentes da Sociedade Brasileira do Cabelo, referentes a 2018, apontam que 42 milhões de brasileiros são reféns da calvície. E, embora as mulheres sejam menos acometidas do que os homens, metade delas tem queixa relacionada à queda dos fios.

O médico dermatologista Daniel Cassiano, da clínica GRU, explica que a calvície é uma doença genética e, no caso da mulher, piora com a menopausa e com o uso de suplementação de hormônios masculinos.

É fato, também, que o ciclo do cabelo é sensível ao psicológico. Mudanças na rotina, ansiedade e estresse, realidade para muitas em tempos de pandemia e isolamento, funcionam como fatores de risco. Um acontecimento marcante, nesse período, pode alterar ainda mais os hábitos alimentares e o padrão de sono, por exemplo. “Esse ritmo gerado pela pandemia pode, sim, encurtar o tempo de crescimento dos fios e somar ao quadro da alopecia”, diz Daniel.

O médico Thiago Bianco, expert em transplantes capilares, vem tratando cada vez mais mulheres com o problema. Ele afirma que a calvície é marcada pelo afinamento e pela diminuição da densidade dos fios, com foco na linha central, no meio do couro cabeludo. O avanço é gradual: “Tanto que, para muitas, é difícil identificar o início da doença”, diz.

Queda de cabelo mais intensa que o habitual, falhas e uma herança compatível que indique calvície anunciam que é o momento de buscar um especialista.

O médico dermatologista Daniel Cassiano, da clínica GRU, explica que a calvície é uma doença genética e, no caso da mulher, piora com a menopausa e com o uso de suplementação de hormônios masculinos.

É fato, também, que o ciclo do cabelo é sensível ao psicológico. Mudanças na rotina, ansiedade e estresse, realidade para muitas em tempos de pandemia e isolamento, funcionam como fatores de risco. Um acontecimento marcante, nesse período, pode alterar ainda mais os hábitos alimentares e o padrão de sono, por exemplo. “Esse ritmo gerado pela pandemia pode, sim, encurtar o tempo de crescimento dos fios e somar ao quadro da alopecia”, diz Daniel.

O médico Thiago Bianco, expert em transplantes capilares, vem tratando cada vez mais mulheres com o problema. Ele afirma que a calvície é marcada pelo afinamento e pela diminuição da densidade dos fios, com foco na linha central, no meio do couro cabeludo. O avanço é gradual: “Tanto que, para muitas, é difícil identificar o início da doença”, diz.

Queda de cabelo mais intensa que o habitual, falhas e uma herança compatível que indique calvície anunciam que é o momento de buscar um especialista.

Progressão

Grau 1: há um aumento da linha divisória do cabelo. Neste caso, não há indicação de cirurgia e, sim, tratamento clínico. O quadro tende a melhorar porque os fios ficam mais encorpados.

Grau 2: calvície aparente que precisa ser estabilizada e tratada com medicação. A cirurgia pode recuperar a região acometida, mas não é recomendada isoladamente.

Grau 3: calvície mais agressiva. Recomendam-se tratamentos clínicos e cirúrgicos.

Tratamentos

Podem aparecer associados, para uma melhor resposta ao quadro clínico da paciente, ou isolados, conforme pede o diagnóstico:
- Medicações para estimular o crescimento capilar e impedir a atrofia dos fios.
- Remédios antiandrogênicos, quando há alteração na quantidade de hormônio masculino.
- Transplante Capilar: o médico capilar Thiago Bianco afirma que a cirurgia, que dispõe de métodos avançados, é opção quando os tratamentos clínicos não são satisfatórios, quando a calvície é muito extensa ou não é possível recuperar a densidade do cabelo.

Progressão

Grau 1: há um aumento da linha divisória do cabelo. Neste caso, não há indicação de cirurgia e, sim, tratamento clínico. O quadro tende a melhorar porque os fios ficam mais encorpados.

Grau 2: calvície aparente que precisa ser estabilizada e tratada com medicação. A cirurgia pode recuperar a região acometida, mas não é recomendada isoladamente.

Grau 3: calvície mais agressiva. Recomendam-se tratamentos clínicos e cirúrgicos.

Tratamentos

Podem aparecer associados, para uma melhor resposta ao quadro clínico da paciente, ou isolados, conforme pede o diagnóstico:
- Medicações para estimular o crescimento capilar e impedir a atrofia dos fios.
- Remédios antiandrogênicos, quando há alteração na quantidade de hormônio masculino.
- Transplante Capilar: o médico capilar Thiago Bianco afirma que a cirurgia, que dispõe de métodos avançados, é opção quando os tratamentos clínicos não são satisfatórios, quando a calvície é muito extensa ou não é possível recuperar a densidade do cabelo.

O cabelo está relacionado à imagem e à identidade e, para muitas, é motivo de orgulho. Como encarar a queda de cabelos e trabalhar a autoestima quando se tem calvície?
A calvície feminina pode afetar a autoestima e a confiança. Trata-se de uma experiência delicada e estressante que pode comprometer a vaidade da mulher e afetar sua qualidade de vida e relacionamentos. O uso de faixas e lenços pode ser incentivado para aquelas que gostam, assim como penteados para disfarçar as falhas. Isso concomitantemente ao tratamento capilar. Hoje, existem inúmeros tratamentos disponíveis com bons resultados. A escolha depende da causa, do estágio da calvície e do perfil de cada paciente. Os resultados são individuais.

Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), com mais de 10 anos de atuação em dermatologia clínica.

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