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geral Terça-feira, 22 de Junho de 2021, 09:01 - A | A

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OS CRIMES DE LÁZARO

Divulgação de informações falsas compromete trabalho de busca a Lázaro Barbosa

Assessoria

Reprodução

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A força-tarefa que atua nas buscas por Lázaro Barbosa de Sousa — acusado de cometer diversos crimes como homicídio, estupro e roubo — enfrenta obstáculos devido às características da região, às habilidades do suspeito de sobreviver na mata e, também, à circulação de informações falsas. O disque-denúncia da Polícia Civil de Goiás recebeu mais de 1 mil ligações em 24 horas, nessa segunda-feira (21/6). No entanto, a maioria era trote ou tinha declarações sem relevância para a investigação. O vestígio mais recente associado ao fugitivo apareceu há quatro dias, quando as equipes o viram, segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda.

A força-tarefa que atua nas buscas por Lázaro Barbosa de Sousa — acusado de cometer diversos crimes como homicídio, estupro e roubo — enfrenta obstáculos devido às características da região, às habilidades do suspeito de sobreviver na mata e, também, à circulação de informações falsas. O disque-denúncia da Polícia Civil de Goiás recebeu mais de 1 mil ligações em 24 horas, nessa segunda-feira (21/6). No entanto, a maioria era trote ou tinha declarações sem relevância para a investigação. O vestígio mais recente associado ao fugitivo apareceu há quatro dias, quando as equipes o viram, segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda.

Na sexta-feira (18/6), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) enviou à Vara de Execuções Penais (VEP) um pedido de garantia da integridade de Lázaro. A instituição requer a preservação do fugitivo, “em face de ataques midiáticos (...) ou outro tipo de promoção que o exponha ainda mais”. A defensora que acompanha o caso afirmou que, para “salvaguardar a vida e a saúde do assistido, a defesa técnica requer, desde logo, (...) que seja garantida a proteção da integridade física e psíquica do assistido”. Além disso, o documento pleiteia que Lázaro não divida a cela com outros internos.

Truculência

Líderes de associações vinculadas a religiões de matriz africana se reuniram ontem, na Câmara Legislativa (CLDF), para debater a ação policial nas buscas por Lázaro Barbosa. Nos 14 dias de operação, a força-tarefa visitou diversas vezes terreiros em Águas Lindas (GO), além de Girassol e Edilândia — em Cocalzinho (GO). Em um dos centros, agentes agrediram um dos caseiros que trabalhava no local. O funcionário registrou boletim de ocorrência. Em outros endereços, segundo relato de moradores, as equipes das forças de segurança ordenaram que uma mãe de santo calasse a boca, amassaram portas e agiram com truculência, segundo denúncias. Os líderes religiosos pretendem protocolar uma queixa-crime contra os policiais por racismo religioso e, no fim da semana, farão uma roda de candomblé na Praça Marielle como protesto.

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