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geral Segunda-feira, 08 de Março de 2021, 10:32 - A | A

Segunda-feira, 08 de Março de 2021, 10h:32 - A | A

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Conheça histórias de luta e superação de mulheres que conquistaram sucesso profissional em MT 

Mídia Hoje
Cuiabá

Elas são 51% da população, são a maioria entre as pessoas com ensino superior no mercado de trabalho brasileiro (55,1%) e têm 34% mais de chance de se formar em uma graduação. Ainda assim, enfrentam dificuldades como a jornada extra dentro de casa, os salários menores em muitas empresas e até o preconceito por serem mulheres. Mas, apesar dos problemas, as histórias de superação feminina se multiplicam e espalham esperança de dias melhores. 

Samia Helena Ribeiro

 

Sâmia Ribeiro é a definição de uma pessoa que ocupa as 24 horas do dia. É fonoaudióloga, empresária, mãe e esposa. Se desdobra entre os vários compromissos ao longo do dia e às vezes não sobra tempo nem para pensar em si mesma. O que a motiva? Ajudar as pessoas. 

"Eu brinco que sou uma 'mulher bombril', com mil e uma utilidades. Sou formada há 20 anos em fonoaudiologia e escolhi essa área após ver o meu pai cuidando de pessoas com deficiência no Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac). Cresci dentro do Cridac e sempre tive uma vontade muito grande de ajudar, o que encontrei sendo fonoaudióloga", afirma Sâmia. 


Ela já atendia em consultórios, chegou a trabalhar no Cridac, mas sentia que faltava algo. Isso porque apesar de fazer o diagnóstico, nem sempre os pacientes conseguiam o aparelho correto ou tinham problemas para se adaptar ao equipamento.  
"Foi como se complementasse o processo. Não sou apenas uma vendedora, sou uma profissional que entende a doença que está lidando, que entende o que o paciente precisa. Não é só para ganhar dinheiro, é para ajudar as pessoas a terem qualidade de vida", argumenta a fonoaudióloga.   

Marcus Mesquita

Profª Drª Giseli Silvente

 

Já a vida da contadora e professora universitária Giseli Silventi foi desbravar um território até então dominado por homens, a contabilidade, especialmente na área tributarista. O segredo de ser reconhecida como referência no mercado: conhecimento e dedicação.   

"É um universo com mais homens, mas nunca tive dificuldades para me colocar no mercado. Primeiro, pela postura que adotei, e segundo pelo conhecimento que sempre busquei. Quando fiz a minha graduação a maioria dos alunos eram homens, hoje, nas salas de aula vejo mais mulheres. Elas estão vendo as oportunidades na profissão que eu vi", afirma Giseli.   

Sua dedicação começou a dar frutos pouco depois de se formar em Ciências Contábeis. Foi chamada para substituir uma professora na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1996. Desde então, buscou se aprimorar como profissional, pesquisou sobre as possibilidades de atuação e em 2002 assumiu um concurso na UFMT.   

"Falo para os meus alunos que para tudo na vida é preciso ter foco. Fui construindo a minha carreira  e há mais de 20 anos passei a atuar na área tributária. Sou 100% realizada na carreira que escolhi, do meu lugar no mercado, da responsabilidade e do respeito que conquistei", enfatiza a contadora.   

Para algumas mulheres, a escolha da carreira também pode significar escolher um motivo para lutar. Foi o que aconteceu com a

jacira

 

policial pela e presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen), Jacira Costa. Há 17 anos ela ingressou na profissão por meio de concurso e se deparou com uma causa pela qual decidiu lutar.   
"Quando assumi meu concurso, encontrei profissionais que eram invisíveis, apesar do trabalho importante que faziam. Vi servidores com péssimas condições de trabalho, com salários baixos. Comecei a abrir os olhos e a falar para os meus colegas. Vi que era necessário lutar", lembra Jacira. 

Ela foi uma das pioneiras na categoria a se filiar a atuar junto ao sindicato e depois foi uma das criadoras do Sindspen, para que a luta dos policiais penais - que na época ainda eram chamados de agentes penitenciários - pudesse ser vista e ouvida.   
"Foram muitas lutas, conseguimos criar nosso sindicato, mudamos para sede própria, batalhamos por melhorias no sistema penitenciário. No meio de tanta luta, tivemos perdas de colegas, os que foram cooptados pelo crime, os que ficaram com sequelas na saúde e até os que perderam a vida. Mas nada disso me desanima, só me dá forças para continuar lutando e trabalhando por um futuro melhor para a nossa categoria", afirma Jacira.

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