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geral Quarta-feira, 14 de Abril de 2021, 06:00 - A | A

Quarta-feira, 14 de Abril de 2021, 06h:00 - A | A

VACINA COVID-19

Autoridade chinesa contesta eficácia de vacinas feitas no país

Tecmundo

 

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No último sábado (10), o chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China (CDC) George Gao Fu deu uma declaração polêmica durante conversa com jornalistas, ao afirmar que as vacinas contra covid-19 chinesas têm baixa eficácia.

Segundo Gao, as autoridades pensam em formas de melhorar o desempenho dos imunizantes contra o novo coronavírus desenvolvidos no país. Uma das possibilidades seria o aumento do número de doses, em vez das duas aplicadas no momento. A mistura de tecnologias e um intervalo maior entre as duas injeções também fariam parte dos planos.

Os comentários feitos pelo diretor do CDC chinês em um evento na cidade de Chengdu logo repercutiram. Nas redes sociais, o governo da China, que afirma o contrário, valorizando a eficiência das vacinas locais, teria censurado inúmeros comentários de internautas, de acordo com o The Washington Post.

A repercussão internacional também foi negativa e pode deixar alguns países que estavam céticos em relação às vacinas chinesas mais desconfiados, conforme a publicação. Em Cingapura, por exemplo, as doses adquiridas da Sinovac não teriam sido utilizadas, enquanto os Emirados Árabes Unidos já estariam experimentando três doses do imunizante da Sinopharm, em busca de maior proteção.

"Mal-entendido"

No domingo (11), Gao acabou mudando o discurso feito um dia antes. Em entrevista ao jornal estatal Global Times, ele afirmou que tudo não passou de um “mal-entendido”, após as pessoas terem interpretado a sua fala de forma errada.

Ao veículo, o chefe da agência chinesa argumentou que estava falando da eficácia de todas as vacinas, no geral, não se referindo apenas às produzidas no país. Ele completou dizendo que os cientistas envolvidos no desenvolvimento dos imunizantes, internacionalmente, precisam melhorar o trabalho.

O membro do Conselho de Relações Estrangeiras da China Yanzhong Huang criticou os comentários de Gao, afirmando que ele está se “desviando da narrativa oficial sobre a eficácia das vacinas chinesas e ocidentais”, além de sugerir outros interesses por trás da fala.

“Acho que ele estava tentando pressionar pela aprovação do uso das vacinas Pfizer/BioNTech na China e/ou pela aceleração do desenvolvimento de vacinas com a tecnologia mRNA do próprio país”, insinuou Huang.

Melhorias já eram discutidas pelas farmacêuticas

Antes mesmo de o chefe do CDC da China levantar a possibilidade de uma eficácia não muito alta dos imunizantes que saem do país, algumas farmacêuticas locais já discutiam maneiras de aumentar a proteção oferecida por suas fórmulas.

Executivos da Sinopharm, responsável por desenvolver um imunizante com eficácia de 79,4% relatada em estudos preliminares, têm avaliado desde março a inclusão de uma dose extra na administração padrão do produto, devendo iniciar os testes com a aplicação de três injeções em breve.

A produção de imunizantes com a técnica mRNA na China, utilizada pela Pfizer/BioNTech e a Moderna, entre outras fabricantes, que apresentam índices melhores de eficácia, também não está descartada, podendo acontecer ainda em 2021, assim como a mistura de vacinas de linhas diferentes, na tentativa de aumentar a proteção.

Principal fórmula utilizada na vacinação no Brasil até o momento, a CoronaVac, da Sinovac, apresentou eficácia geral de 50,38% nos primeiros estudos. Mas um novo ensaio mostrou o aumento do índice para 62,3% quando a segunda dose é aplicada em um intervalo igual ou superior a 21 dias após a inicial.

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